Controle financeiro da sua clínica

Um profissional da medicina pode trabalhar como Pessoa Física, seja como Profissional Liberal ou Autônomo, sujeito à tributação do Imposto de Renda de Pessoa Física, do INSS e do ISSQN referente à legislação de cada município. No caso de optar por Pessoa Física (PF) reside a questão de a tributação para esta atividade ficar muito cara, sendo que o Imposto de Renda pode chegar a 27,5% da receita, de acordo com a tabela deste tributo e o INSS de até 20%. Desta forma, os médicos passaram a buscar formas alternativas e legais para
recolher seus tributos.

“E o que vale mais a pena: Pessoa Física ou Pessoa Jurídica?”
Essa pergunta é muito frequente. Respondemos: sem sombra de dúvidas que a Pessoa Jurídica, bem administrada, é mais vantajosa.

“E qual melhor enquadramento: Simples Nacional ou Lucro Presumido? “
Até 2014 esse tipo de empresa só podia optar pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real, sendo o Lucro Presumido, em tese, a melhor opção.
Nesta hipótese, o tributo médio varia entre 13,33% e 16,33%, mais a Contribuição Previdenciária Patronal (e adicional de IRPJ, quando aplicável), sendo que esse valor ser reduzido, por exemplo, no caso de sociedades uniprofissionais, de acordo com a legislação de cada prefeitura.
Desde a promulgação da Lei Complementar nº 147, de 2014, o Simples Nacional passou a ser uma opção a ser considerada, no entanto, como era tributada exclusivamente pelo Anexo VI do Simples, com alíquotas a partir de 16,93%, nem sempre era a melhor opção do ponto de vista financeiro.

A partir de janeiro de 2018 entraram em vigor novas regras para os médicos que optam pelo Simples Nacional, que podem ser enquadradas
tanto no Anexo V, como no Anexo III, dependendo de alguns fatores. O Anexo III começa a tributar a partir de 6% e no Anexo V passa a tributar a partir de 15,5%. Claro que todos gostariam de estar no anexo III, pois a alíquota do imposto é muito mais baixa, mas a regra é a
seguinte: se a folha de pagamento da Pessoa Jurídica médica, nos últimos 12 meses, representar 28% ou mais da Receita Bruta do mesmo período, a empresa será tributada pelo Anexo III, se representar menos que 28%, será tributada pelo Anexo V.
Assim sendo, se a empresa médica não tiver 28% do faturamento de despesas trabalhistas e pró-labore não vale a pena optar pelo Simples
Nacional, compensando permanecer no Lucro Presumido. É importante lembrar que para calcular seu imposto no Simples Nacional não basta aplicar a alíquota da tabela sobre a Receita; é preciso aplicar a Parcela Dedutível para chegar na alíquota correta.
Para auxiliar no cálculo oferecemos uma ferramenta: https://bit.ly/2JoPLkH

Para avaliar qual das opções é a mais indicada para sua empresa, do ponto de vista tributário, é altamente recomendável que o profissional da Medicina procure ajuda de um bom escritório de contabilidade.


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